Letra :
Minha vida era um palco iluminado
Eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusőes
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris dos coraçőes
Meu barracăo no morro do salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje, quando do sol, a claridade
Forra o meu barracăo, sinto saudade
Da mulher pomba-rola que voou...
Nossas roupas comuns, dependuradas
Na corda, qual bandeiras agitadas
Pareciam um estranho festival
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional
A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua furando nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chăo
Tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violăo